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‘But I know I have a fickle heart and bitterness,
And a wandering eye, and a heaviness in my head.’ – Adele

Todos nós temos aqueles momentos em que não há bem material que nos faça sentir melhor, mas há momentos nos quais eu pagaria pra que pudesse esquecer.

E aí, a quantas estamos? O tempo passou, eu sumi, me perdi de mim, me reencontrei, e hoje estou muito feliz comigo mesma! Muito bem casada, eu diria!  Afinal, é o que importa, não é? Parei de escrever no blog, não por falta de vontade, mas por falta de tempo – embora eu não largue algumas redes sociais – mas é que aqui no blog eu gosto de parar e pensar no que vou estar escrevendo ( mesmo que às vezes não saiam desabafos tão bons assim, mas a gente sempre releva.)

Eu tenho tantas novidades, e ao mesmo tempo não tenho muito o que contar … Na verdade, só vim mesmo dar o ar da graça, tenho certeza que a Mel falará ‘FINALMENTE, mew! volte a escrever imediatamente!!!’ Eu o farei com mais frequencia, eu prometo.

Estamos iniciando um ciclo totalmente diferente, e se tudo correr da forma que planejo, vai ser sensacional. Mas até lá, a chuva promete não deixar vestígios. (Marcelo Riceputi)

Nos vemos em breve, amiguinhos.

São 12:53 eu não tenho um pingo de fome, não dormi essa noite e também não sinto sono agora, talvez seja a droga da insonia voltando a grudar em mim, ou talvez seja só mais alguma decepção. Embora as duas estejam muito presentes na minha vida, gostaria mesmo que fosse só uma noite sem sono. Finalmente meu intercambio deixa de ser algo totalmente cru e começa realmente virar uma viagem pro exterior, essa noite fiquei refletindo sobre essa nova etapa e tudo que ela pode me causar, mas me foquei principalmente nos benefícios que ela vai me trazer, e esses pensamentos são bem esclarecedores, né? Percebi que sou tão covarde quanto eu não gostaria de ser, e que vou embora mais pra fugir dos problemas que tenho aqui, embora eu queira ir pra voltar mais forte e mais decidida – apesar de ser muito forte e muito decidida, me sinto uma criança sem saber pra onde ir em determinados assuntos. – sei que voltarei muito melhor e que os problemas ainda estarão aqui, me esperando, talvez mais complicados e ou talvez da mesma forma como deixei. Mas é o que eu preciso pra agora.

Muitos pensamentos me surgiram essa noite, e a última coisa na qual eu preciso agora é me apaixonar, e o que é que acontece? Bingo. E o mais bizarro é que quando a gente mais evita, é quando mais ‘atrai’ esse tipo de coisa, né? eu sempre fui da seguinte opinião que homem casado, enrolado, que namora, pra mim não serve, e bem, a minha opinião não mudou, mas o que fazer se a pessoa mente pra você? digo, eu simplesmente me apaixonei por uma pessoa que namora, e mentiu o tempo todo que era solteiro. E aí? Eu faço o que? ENGULO A DROGA DO SENTIMENTO? Eu diria outra coisa, embora seria meio mau educado da minha parte. Afinal, se você pensa na pessoa, lembra dela o dia todo, vai dormir pensando… Cara, como eu sou bizarra, eu procuro por ele aqui, sendo que ele tá a mais de 500km daqui … – eu procuro por ele aqui, e eu acho ele em mim – , essa droga de sentimento quer dizer algo, não quer? E por mais que ele tenha mentido, que as idéias dele tenham sido piores possíveis eu ainda tenho vontade de olhar bem pra ele, e dizer o quão eu morri de saudades, mas né? Cadê o amor próprio, Juliana? Talvez, seja uma questão de gostar pelos dois, ou uma ilusão, talvez. Fiquei imaginando aqui no trabalho mil e uma situações nas quais nossos olhares se cruzavam, e eu arrepiava em todas elas, uma raiva insana esquentava meu sangue, e o meu coração batia absurdamente forte. Mas que diabos, não aprendera nada? É aquela vontade que atravessa a alma, que corta a pele, que acelera o coração, que ativa o sistema nervoso de uma forma que a gente desconhece, até que acontece! É aquela vontade de sair correndo e de ir pra onde a pessoa está, bater, brigar, xingar, e cair nos braços num abraço onde você vai se sentir que seu coração partiu ao meio, mas que pode se recuperar em segundos (o que normalmente não acontece) Mas de que adiantaria correr tanto pra não obter resultados? O tal príncipe – nada encantado – não vai correr atrás de você, não vai deixar o mundo assim como você deixaria. Mas é até melhor que o príncipe em questão não saiba que eu faria isso tudo por ele, afinal, o ego dele iria parar onde? Até mesmo porque foi pouco tempo até isso acontecer, me chamaria de insana e no mínimo apressada. Infelizmente comigo acontece assim, sorry.

Ah, essas minhas noites sem sono…

para ver você feliz, escrevo dias ensolarados. espalho aquarela para pintar o céu com cores favoritas. troco luneta. faço caleidoscópio para observar estrelas e inventar constelações de meio-dia. para ver você feliz, te distraio com realidades fantásticas enquanto os furacões da vida normal passam. é só isso que posso fazer. tempo ruim é meteorológico e se você conseguir enxergar esperança, até a chuva tem sua sombra feita de arco íris.


o que eu puder fazer pra te ver feliz, eu faço, porque desde sempre você desencadeia o mais puro amor que há dentro de mim. :)

xmas today!
kids, no drugs,  please.
and happy new year.

Um mês

Tantas noites vividas até o fim, tantos dias perdidos em sono, tantas vezes vi o por-do-sol ao acordar e fui dormir bem depois que ele nasceu, tendo longas e inimagináveis conversas, nas quais a chuva me contava segredos de estado e os fios de alta tensão faziam companhia uns aos outros naquela solidão doce e gelada.
Tantas vezes que tentei estabelecer períodos, sequências, atos e teorias, tantos pensamentos bobos perdidos. Só sou o que não sei, existindo do que jamais poderia prever ou pré-estabelecer.
Acho que agora isso não vale mais a pena, na verdade nunca valeu, só que antes ainda havia esperança.
Novos ares de um verão louco pra ir embora, a temporada de chuvas já vem.

(via http://www.milguilhotinas.blogspot.com)

Clara

Clara chamou as palavas, elas estavam todas juntas em algum lugar do mundo das ideias e sabiam que seriam organizadas em uma ordem que a menina que as amava julgaria egocentricamente correta.
Na verdade Clara não julgava nada, apenas seguia juntando aquele amotoado da forma como lhe convinha, pois isso era algo essencial para sua existência.
Foi então que Clara informou às palavras que as organizaria de uma forma tal que elas expressassem de forma fiel aquilo que Clara sentia por uma certa pessoa.
As palavras ficaram com inveja e não quiseram cooperar assim que perceberam uma coisa extraordinária: Clara amava aquela certa pessoa de forma ainda mais intensa do que o que ela sentia pelas próprias palavras.
Desoladas e achando que aquilo era um absurdo incomensurável, as palavras resolveram boicotar Clara, como ela ousava fazer aquilo? Logo elas, que sempre haviam ficado a seu lado, independente do que a menina-que-amava-as-palavras estivesse sentindo.
Por isso Clara não conseguiu descrever o que sentia por certa-pessoa com palavras.
Hoje ela busca uma forma de fazer isso através de um gesto.

(via http://www.milguilhotinas.blogspot.com)

“Entre tanta gente chata sem nenhuma graça”
Ela viu aquele sorriso, na verdade foi um pouco demorado, primero seu olhar vagou distraidamente para aquela direção até então desconhecida, porém, sua própria direção já era, de fato, bastante conhecida por ele, como quem estudava terras longínquas. Até que nesse passeio sem direção, ela o viu, ele que já estava observando ficou estupefato, paralisado o suficiente para não poder sequer desviar o olhar. E ela que, como de costume, pregava os olhos a um ponto fixo abaixo de si e tinha suas maçãs do rosto tomadas por uma súbta vermelhidão quando era supreendida por um olhar, dessa vez não conseguiu concretizar seu mais tímido reflexo, já era tarde demais, aquele ser desconhecido havia feito dela sua prisioneira, mesmo que inconscientemente, ela já não poderia desviar, ela já não queria desviar, ficaria presa ali por toda a eternidade se fosse possível.
Ele ficou realmente supreso, normalmente podia passar horas observando os outros, humanos eram sempre tão cheios de si que mesmo olhando não conseguiam ver realmente muito além dos seus próprios horizontes, assim, aquele moço contemplava o comportamento peculiar das pessoas enquanto… bem, pessoas, e elas prosseguiam em suas existências banais, alheias a todo o resto, infinitamente maior que o alcance de suas almas.
Dessa forma, ao ver um par de olhos, olhos de gato, como chamavam, encontrar os seus, foi como um encatamento súbto, ela lhe observava com a alma, não só olhava, via!
Era um lago tão profundo que ele não teve dúvidas: mergulhou.
Daí então foi o sorriso, primeiro dele, uma criança brincando na água, um poço sem fundo, depois o dela, um pássaro que já não suportava a liberdade excessiva e agora possuía um lugar só seu para ficar, com alguém que cuidasse de si.
Agora eles sabiam: independente do mundo lá fora, tinham um ao outro.
Mais do que o suficiente.

(via  www.d-vagando.blogspot.com)

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